segunda-feira, 4 de março de 2013

Flores emitem sinais elétricos para atrair abelhas


abelhas e flores
   Os cientistas da Universidade de Bristol descobriram que as flores utilizam padrões de sinais elétricos juntamente com outros sinais característicos para aumentar a atração dos insetos polinizadores por elas, como por exemplo, as abelhas. Os métodos de comunicação entre flores são tão sofisticados e eficientes quanto os utilizados por uma agência de publicidade, duvida?

   De acordo com este estudo, publicado na Science Express pelos pesquisadores, para qualquer anúncio ser bem sucedido, ele precisa alcançar pelo menos sua audiência alvo. A pesquisa mostra, pela primeira vez, que os polinizadores como as abelhas, são capazes de distinguir os sinais elétricos dados pelas flores.
As flores, por sua vez, produzem cores vivas, padrões e fragrâncias sedutoras para atrair seus polinizadores. 

   Os pesquisadores da Escola de Bristol de Ciências Biológicas, liderados pelo professor Daniel Robert, descobriram que as flores também tem seu equivalente a um sinal de neon – padrões de sinais elétricos que podem enviar informações para o inseto. Estes sinais elétricos podem trabalhar em conjunto com os demais sinais emitidos pela flor aumentando sua “publicidade floral”.


abelhas

   As plantas possuem uma carga negativa, emitindo fracos campos elétricos, enquanto as abelhas, adquirem uma carga positiva enquanto voam. Nenhuma faísca é produzida quando uma abelha se aproxima de uma flor, mas uma pequena força elétrica acumula-se potencialmente, transmitindo para as pequeninas voadoras, uma informação.
   
    Ao colocar os eletrodos nas pétalas das Petúnias, os pesquisadores notaram que, quando uma abelha pousa, mudanças potenciais são identificadas na flor, fazendo com que o inseto permaneça ali por vários minutos. Poderia ser este o caminho pelo qual as abelhas avisam a outras abelhas o caminho e as flores que estão percorrendo e pousando? Para a sua surpresa, os pesquisadores descobriram que podem sim detectar e distinguir os diferentes campos elétricos florais.

abelhas

    Além disso tudo, os pesquisadores descobriram ainda que, quando as abelhas são “aprovadas para ir ao mundo” polinizar, é porque elas aprenderam a diferença entre as duas cores de quando os sinais elétricos ficam disponíveis. Mas e como as abelhas podem identificar esses sinais elétricos? Não se sabe ao certo a resposta para esta pergunta, mas os pesquisadores especulam que seus pelinhos arrepiam-se na força eletrostática, assim como fazem nossos cabelos em frente a uma TV antiga.

    Esta descoberta criou uma nova compreensão sobre a percepção dos insetos e as comunicações deles com as flores. O Dr. Heather Whitney, co-autor do estudo, disse: “Esta descoberta revela que as flores podem realmente informar seus potenciais polinizadores sobre o status de seu néctar e suas reservas”. O professor Robert disse: “A última coisa que a flor quer é atrair uma abelha sem ter néctar, esta é uma lição de publicidade honesta porque as abelhas são espertas e se pousarem em uma flor que pouco tem a oferecer, dificilmente elas retornarão”.

Vi no http://www.coxinhanerd.com.br

Seleção de Imagens #5

Nada como voltar ao trabalho com imagens lindas, sensacionais e surrupiadas na calada da noite  encontradas desbaratinadas pela web.

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sábado, 2 de março de 2013

Evergreen, a árvore das mil cores


A primeira vista, pode parecer que a árvore que ilustra este artigo tenha sido alvo de alguns grafiteiros. Nada está mais longe da realidade, porque a cor variada, que orna seu tronco, é totalmente natural. 
Esta curiosa árvore pertence à espécie “Eucalyptus deglupta”.  Sua característica mais marcante é precisamente a coloração vistosa do seu tronco que a levou a ganhar o apelido de “arco-íris Eucalyptus”.
O aspecto marcante destas plantas ocorre devido à forma como sua casca se move.
A mudança ocorre em etapas ao longo do ano, de modo que, ao largo  do tempo, a haste verde escurece para dar lugar aos tons de azul, roxo, marrom, laranja, rosa e ocre.
Na verdade, o nome da espécie, “deglupta”, deriva de uma palavra latina que descreve o processo que se transforma em função da separação da casca.
Nativa do sul das Filipinas, Indonésia e Nova Guiné, é uma “árvore de arco-íris”.
Hoje em dia, elas podem ser encontradas em várias regiões tropicais, como Porto Rico — porque crescem muito rápido em terra ensolarada, úmida e com boa drenagem.
Em condições ideais, pode crescer até três metros em um ano.
Isto fez com que o seu cultivo, assim como outras espécies de eucalipto, seja muito comum na indústria do papel.
E, é claro, sua cor marcante natural faz com que seja uma árvore ornamental muito apreciada em jardinagem e, provavelmente, é o habitante de qualquer perfeita floresta encantada!
Arco-íris de eucalipto, a árvore do Mundo mais colorida!!! O “Eucalyptus deglupta” é o único gênero Eucalyptus original do Hemisfério Norte .
A sua área natural ocupa… Nova Guiné, Nova Bretanha, Mindanao e Sulawesi.
Sua característica mais marcante é a coloração variada do tronco.
Ao perder a casca anualmente, mas em momentos diferentes, o verde escurece para dar lugar ao azul, roxo, marrom, laranja, rosa ocre e muitos mais, como você pode ver nestas fotos:



 
 
 
 
 
 
 
 
 

“Evergreen”   pode crescer até três metros em um ano… Esta árvore é cultivada em todo o Mundo para o fabrico de papel. Ela também é usada como árvore ornamental no paisagismo por suas belas cores.

Desparecimentos das abelhas

“Conhecido cientificamente como Desordem do Colapso das Colônias, esse fenômeno já virou um problema nos EUA e na Europa, inclusive para a polinização de culturas comerciais como a soja e o milho. Autoridades sanitárias suspeitam que o problema é gerado pelos inseticidas, apesar da negativas das grandes companhias de agroquímicos. O artigo é de Najar Tubino
Najar Tubino, CartaCapital


O nome científico é Desordem do Colapso das Colônias, traduzido do inglês. Um fenômeno que ganhou relevância nos Estados Unidos, particularmente, na Califórnia em 2006, quando milhões de colmeias desapareceram. O cálculo do sumiço em 27 estados era de 1,4 milhão de colmeias para um total de 2,5 milhões. As abelhas não morrem, elas somem. Não deixam rastro. É como no navio fantasma Maria Celeste, cuja tripulação sumiu em 1872, daí chegaram a apelidar o evento de “Maria Celeste”.

O problema aumentou quando o sumiço atingiu vários países da Europa, incluindo, Alemanha, França, Espanha, Portugal, Suíça, entre outros. Começaram a levantar as causas do problema. Das antenas de celulares, ao estresse de percorrer milhares de quilômetros transportando abelhas dentro de caminhões acompanhando as safras de várias culturas. Das 250 mil espécies de plantas com flores, 90% são polinizadas por animais, na maioria insetos, e na sua maioria abelhas – cálculo de 40 mil espécies no mundo, três mil no Brasil.

A polinização das plantas é obrigatória para a reprodução, enfim, garante a continuidade da espécie, a variedade genética e, principalmente, a produtividade. É o caso da maioria das culturas comerciais, como soja, milho, a maioria das frutas. Enfim, calculando em dinheiro o valor atinge US$200 bilhões no mundo inteiro, US$40 bilhões nos Estados Unidos. Em janeiro desse ano, as autoridades sanitárias da Europa (EFSA), controla a segurança dos alimentos, determinou que fossem submetidos a exames detalhados três inseticidas, da classe dos neonicotinoides (origem da nicotina), fabricados pela Bayer – clotidianidina e imidacloprida – e tiametoxan, da Syngenta.”






Esta matéria foi polinizada do Blog e Blogs

Fim da hibernação

Isso mesmo caros padawans, estamos de volta após este longo inverno. Como todo bom estudante, me atolei de coisas para fazer e quase não dou conta, mas agora tudo é diferente, pois com o avanço da ciência vejo o prelúdio da esperança na possibilidade de fazer um clone! Sem mais delongas, parafraseio o poeta Marcelo D2 "tamo aí na atividade"!